Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Lenda chinesa

 

 

 

Era uma vez, uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido para casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin cada vez se irritava mais com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez com mais insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre ao serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.”
Lin respondeu:
- “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”.
Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas, Lin serviu, dia sim dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela. As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.
Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
- “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:
- “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas, que te dei, são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas suas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar. “

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publicado por miguel_sousa às 07:58
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

O Nó do Afecto

 

 

 

Numa reunião de pais numa escola da periferia, a directora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças.
No entanto, a directora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com o seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo. Quando voltava do serviço já era muito tarde e o garoto já não estava acordado. Explicou ainda, que tinha de trabalhar assim, para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava redimir-se indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa, e para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo.
Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A directora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o menino era um dos melhores alunos da escola.
Jamais esqueça o principal, que é a comunicação através do sentimento. Simples gestos como um beijo e “um nó na ponta do lençol”, podem fazer a diferença.
O facto faz-nos refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros. Aquele pai encontrou a sua, que era simples, mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afectivo, o que o pai estava lhe dizendo.
Faça com que as pessoas “ouçam” a linguagem do seu coração. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó.
 

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publicado por miguel_sousa às 07:48
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Domingo, 4 de Janeiro de 2009

A essência da vida

 

 

 

No final de todos os arco-íris existe uma porta, basta encontrar a chave da esperança. Mas, para isso, descubra a essência da vida.
O amor deve ser supremo. Hoje o ódio reina na Terra, as pessoas são ambiciosas e só pensam em si mesmas. Esqueceram qual a real essência de viver e perderam-se no caminho para o arco-íris.
Acordar de manhã e dizer bom dia, levantar-se com um sorriso. A essência da vida está em reconhecer e em saber apreciar as coisas simples. Ouvir um passarinho cantar e achar a música mais linda do mundo; relaxar com o titilar da chuva na janela; caminhar na praia e sentir a brisa que vem do mar só para beijar a sua face… É -seperder observando o horizonte do mar; é sentar-se na relva ou na areia para presenciar o pôr-do-sol e achar que essa é a mais bela das obras de artes já criadas no mundo. É ficar horas e horas cantando para a Lua; é ver desenhos nas nuvens…
A essência de viver é estar esperando um final de semana ensolarado e de repente vem aquele temporal, mas mesmo assim você acha que o dia não poderia ser melhor. É sair com os amigos e se divertir; é fazer os outros sorrirem mesmo você estando triste; é ajudar um amigo em má fase e levantar-lhe o astral. É saber dizer sim, mas também dizer não…
É saber perdoar um amigo que lhe disse palavras duras; é saber reconhecer oa seus erros e também pedir perdão. É mentir para não magoar, mas ser sempre sincero para conservar os bons amigos.
É ter esperança que os sonhos podem ser verdadeiros, mesmo quando todos dizem que é uma mentira. É não ter medo de correr atrás de seus objetivos e não desistir mesmo que você tombe no caminho.
É assistir a um filme e chorar de emoção mesmo sabendo que é ficção. É chorar ao ver as barbaridades que o jornal noticia. É não perder a esperança nunca e ter fé que as coisas podem tornar-se melhores, se não ficarmos parados de braços cruzados.
A essência da vida está em cada um de nós… Nas palavras que dizemos, nos nossos gestos, no sorriso a quem nem ao menos conhecemos,  num “bom dia” sincero, num beijo, num abraço, num aperto de mão. Enfim, a essência de viver está nos pequenos e mais simplórios gestos, só basta saber reconhecer!

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publicado por miguel_sousa às 08:42
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Sábado, 3 de Janeiro de 2009

Lenda oriental

 

 

 

Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beir

a de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:
- “Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- “Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?” - perguntou por sua vez o ancião.
- “Oh, um grupo de egoístas e malvados - replicou o rapaz. Estou satisfeito por ter saído de lá.”
A isso o velho replicou:
- “A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.”
No mesmo dia um outro jovem se acercou do Oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe:
- “Que tipo de pessoa vive por aqui?”
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- “Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por tê-las deixado”.
- “O mesmo encontrarás por aqui”- respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho :
- “Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Ao que o velho respondeu:
- “Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto”.

sinto-me:

publicado por miguel_sousa às 07:03
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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009

Lei natural

 

 

 

A notícia assusta e comove: um filhote de baleia-jubarte teria confundido um iate com sua mãe na costa de Sydney, na Austrália. A pequena baleia – se é que baleias podem ser pequenas – nadava constantemente em volta do iate e tentava mamar no seu casco…

Factos assim comovem-nos, assim como assustam as notícias que tem surgido recentemente de mães que abandonam seus filhos, filhos que matam as suas mães, cenas de violência em doses gigantescas.

O caso da pequenina baleia desperta-nos para a tragédia humana. Temos o poder de dizimar espécies, destruir paraísos ecológicos, na mesma medida em que somos poderosos o suficiente para destruir cidades e espalhar o ódio. Ao mesmo tempo, carregamos a tiracolo um misterioso instinto de sobrevivência, que se não nos é tão claro e evidente quanto o dos animais, ao menos impele-nos para sentimentos mais nobres, como o da compaixão.

Sentir tristeza pelo drama da pequenina baleia talvez seja uma maneira de mostrar a importância que atribuímos ao amor maternal. Os filhos devem ficar com as suas mães, numa relação de carinho e provimento que garante a vida e a perpetuidade da espécie. Somos regidos por esta lei natural, e sentimo-nos mal todas as vezes que percebemos desvios e transgressões.

A baleia que procura pela sua mãe, ou a mãe que abandonou  o seu bebê numa lata de lixo, são factos que testam a nossa capacidade de entendimento, ou o quanto estamos aptos a zelar pela leis que regem a natureza. O facto de se indignar, ou ao menos sentir compaixão, são sintomas vitais que além de apontar os nossos desvios, mostram que somos parte de um mundo muito mais amplo do que simplesmente o nosso universo de ocupações e preocupações.

Há os que lutam para salvar espécies em extinção, como há os que lutam por proteger crianças da violência de adultos. Ao contrário do que muitos dizem, a luta de todos tem a mesma importância na manutenção da lei natural que nos mantém vivos: o amor.

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publicado por miguel_sousa às 05:37
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

Seja Feliz...

 

 

Durante um seminário para casais, perguntaram à esposa:
– O teu marido faz-te feliz? Ele faz-te feliz de verdade?

Neste momento, o marido levantou o pescoço, demonstrando segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia, a sua esposa respondeu com um “Não” bem redondo: – Não, ele não me faz feliz…

Neste momento, o marido, que já procurava a porta de saída mais próxima, ouviu quando ela completou a frase: – Ele não me FAZ feliz… Eu SOU feliz. O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim.

E continuou dizendo:

– Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida; pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente…

O ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, etc.

E assim poderia citar uma lista interminável. Às demais coisas eu chamo “experiências”. Esqueço-me das experiências passageiras e vivo as que são eternas: amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Lembro-me de viver de modo eterno. Talvez seja por isso que quando alguém me faz perguntas como esta: “Você é feliz no seu casamento?” ou “Você é feliz?”, gosto de responder com apenas uma frase, como se esta fosse a conclusão de todo o seminário, como se esta fosse a chave de toda a felicidade, de todo o matrimônio e de toda vida humana; gosto de responder com aquela velha e famosa frase que ainda não conseguimos compreender:

“A felicidade está centrada em mim”.

Há pessoas que dizem: “Hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque alguém não soube me dar valor…”

SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém o(a) tenha machucado, mesmo que alguém não te ame ou não te dê o devido valor.

SEJA FELIZ. Sempre…

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publicado por miguel_sousa às 10:28
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Sementes

 

 

Um homem trabalhava numa fábrica distante cinquenta minutos de autocarro da sua casa. No ponto seguinte entrava uma senhora idosa que sempre se sentava junto à janela. Ela abria a bolsa, tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora.

A cena sempre se repetia e um dia, curioso, o homem perguntou-lhe o que ela tanto jogava pela janela.
- Jogo sementes, respondeu ela.
- Sementes? Sementes de quê?
- De flores. É que eu olho para fora e acho que a estrada é tão vazia. Gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom!
- Mas as sementes caem no asfalto, responde o senhor, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos.
- A senhora acha mesmo que estas sementes vão germinar na beira da estrada?
- Com delicadeza ela responde, Acho meu filho! Mesmo que muitas se percam, algumas delas acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.
- Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água…
- Ah, eu faço a minha parte, diz a senhora. Sempre há dias de chuva. E se alguém jogar as sementes, um dia as flores nascerão. Dizendo isso, virou-se para a janela aberta e recomeçou seu trabalho.

O homem desceu logo adiante, achando que a senhora já estava senil.

Algum tempo depois …

Um dia, no mesmo autocarro, o homem ao olhar para fora percebeu flores à beira da estrada. Muitas flores, a paisagem colorida, perfumada e linda! Lembrou-se então daquela senhora. Procurou-a em vão. Perguntou ao cobrador, que conhecia todos os usuários no percurso.
- O senhor viu aquela senhora que joga sementes pela janela?
- A velhinha das sementes? Pois é, morreu há quase um mês.
O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela e pensou:
- “Quem diria, as flores brotaram mesmo. Mas de que adiantou o trabalho
dela? Morreu e não pode ver toda esta beleza”.

Nesse mesmo instante, ouviu risos de criança. No banco à frente, uma menina apontava pela janela toda entusiasmada:
- Mamã, olha, que lindo! Quantas flores pela estrada! Como se chamam  aquelas flores?

Então, o senhor entendeu o que aquela senhora havia feito. Mesmo não estando ali para ver, fez a sua parte, deixou a sua marca, a beleza para a contemplação e a felicidade das pessoas.

No dia seguinte, o homem entrou no autocarro, sentou-se junto à janela e  tirou um pacotinho de sementes do bolso. E assim, deu continuidade à vida, semeando o amor, a amizade, o entusiasmo e a alegria.

“O futuro depende das nossas acções no presente. E se semeamos boas
sementes, os frutos serão igualmente bons.”

Vamos semear as nossas sementes agora!

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publicado por miguel_sousa às 00:20
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Ser feliz é uma decisão

 

 

Uma senhora de 92 anos, delicada, bem vestida, com o cabelo bem penteado e um semblante calmo, precisou se mudar para uma casa de repouso.

O seu marido havia falecido recentemente e a mudança fez-se necessária, pois ela era deficiente visual e não havia quem pudesse ampará-la em seu lar.

Uma neta dedicada a acompanhou.

Após algum tempo aguardando pacientemente na sala de espera, a enfermeira veio avisá-las que o quarto estava pronto.

Enquanto caminhavam, lentamente, até o elevador, a neta, que já havia vistoriado os aposentos, fez-lhe uma descrição visual de seu pequeno quarto, incluindo as flores na cortina da janela.

A senhora sorriu docemente e disse com entusiasmo: Eu adorei!

Mas a senhora nem viu o quarto… Observou a enfermeira.

Ela não a deixou continuar e acrescentou:

A felicidade é algo que você decide antes da hora. Se eu vou gostar do meu quarto ou não, não depende de como os móveis estão arranjados, e sim de como eu os arranjo em minha mente.

E eu já me decidi gostar dele…

E continuou: é uma decisão que tomo a cada manhã quando acordo. Eu tenho uma escolha, posso passar o dia na cama remoendo as dificuldades que tenho com as partes de meu corpo que não funcionam há muito tempo, ou posso sair da cama e ser grata por mais esse dia.

Cada dia é um presente, e meus olhos se abrem para o novo dia das memórias felizes que armazenei…

A velhice é como uma conta no banco, minha filha… De onde você só retira o que colocou antes.

A lição de uma pessoa idosa e sem a visão dos olhos físicos é de grande profundidade e contém ensinamentos valiosos.

E o primeiro deles é que a felicidade é uma decisão pessoal.

Depende mais da nossa disposição mental do que das circunstâncias que nos rodeiam.

Cada pessoa tem, na intimidade, o potencial de armazenar as belezas que deseja ver em sua tela mental, ainda que ao seu redor a paisagem seja deprimente.

Para isso é preciso construir um mundo de felicidade nesse banco de lembranças que Deus ofereceu a cada um de seus filhos.

E quando se constrói um mundo de paz e felicidade, portas à dentro da alma, é possível compartilhar essa realidade com aqueles que nos cercam.

Assim é que se não temos em nossa vida os enfeites que desejamos, arranjemos tudo isso em nossa mente. É uma forma de ver as coisas com olhar positivo e optimista.

Além disso, como toda a criação começa na mente, é bem possível que venhamos a concretizar esse sonho alimentado na alma.

Se você ainda não havia pensado nessa possibilidade, pense agora.

Comece, sem demora, a depositar felicidade na conta do banco das suas lembranças, para poder resgatar sempre que desejar.

Se você abrir a janela, pela manhã, e seus olhos físicos puderem ver apenas paisagens deprimentes, abra as janelas da alma e contemple um jardim em flor.

Respire fundo e sinta o perfume de jasmim, de rosas e cravos, ouça o canto dos pássaros que voam, ligeiros, pelo ar.

Perceba a brisa acariciando seu rosto, e curta a melodia dos grilos e cigarras que cantam para alegrar suas horas.

Decida ser feliz, ainda que seja uma felicidade que só você pode sentir. E lembre-se sempre: a felicidade não depende de como as coisas estão arranjadas, mas de como você as arranja na sua mente.

 

Aproveito para lhe desejar os parabéns D.Dina. Que conte muitos e bons. Aproveito também para lhe desejar um Feliz Natal junto daqueles que mais ama. Tudo de bom para si!

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publicado por miguel_sousa às 08:05
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

A história da rosa

 

 

Próximo ao canteiro das margaridas, um pequeno botão de rosa despontara prematuramente. Solitária, a pequenina flor apaixonara-se pela singela beleza das flores brancas e amarelas, suas vizinhas.

Espantadas com tamanha simplicidade, as margaridas viam naquele pequeno

botão um exemplo singular de espantosa humildade, pois jamais souberam de uma rosa que não tomasse para si os ares de rainha.

O vento, experiente e desconfiado, resolveu empurrar uma nuvem de chuva

para perto dos canteiros, enchendo rapidamente uma poça de água bem diante do pequeno botão que, no mesmo instante, viu-se reflectido num espelho…

Como num passe de mágica, empertigou-se. Como que movida por um certo

constrangimento, a pequenina rosa afastou-se das belas e singelas margaridas, numa declarada atitude de superioridade nunca demonstrada antes.

Vendo aquilo, o vento suspirou resignado.


Na realidade, a verdadeira simplicidade não é a ignorância do que somos,

mas a consciência de que somos, todos, apenas diferentes uns dos outros.

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publicado por miguel_sousa às 09:00
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Olhar de amor...

 

 

Foi um choque para aquela jovem mãe quando recebeu o diagnóstico de cancro.
Sucederam-se os tratamentos e, naquele dia, após o internamento, quando ela voltava para casa, sentiu-se muito triste. Ela estava consciente da sua aparência. Estava sem cabelos, por causa da radioterapia.
Sentia-se desencorajada. O seu marido continuaria a amá-la? E o seu filho? Ele tinha apenas seis anos.

Quando chegou a casa, sentou-se na cozinha, pensando em como explicar ao seu filho porque estava tão feia.
Ele apareceu na porta e ficou olhando para ela, curioso. Quando ela iniciou o discurso que ensaiara para ajudá-lo a entender o que via, o menino aproximou-se e aconchegou-se no seu colo, quietinho, com a cabeça recostada no seu peito.

Ela acariciou a cabecinha do filho e disse: “você vai ver como daqui a pouco o meu cabelo vai crescer e eu vou ficar melhor, como era antes”.
O menino levantou-se, olhou para ela, pensativo. Depois, com a espontaneidade da sua infância, respondeu: “o seu cabelo está diferente, mãe. Mas o seu coração está igualzinho.”
A mãe não precisava mais esperar por daqui a pouco para melhorar. Com os olhos cheios de lágrimas, ela se deu conta de que já estava muito melhor.

O essencial é invisível aos olhos, dizia o pequeno príncipe, no livro de Antoine de Saint Exupéry. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.

Por isto os casamentos em que o amor é o autêntico laço de união perdura, apesar dos anos transcorridos. Para quem têm olhos de amor, o olhar penetra além do corpo físico que perdeu um tanto do vigor e já não apresenta a exuberância plástica dos verdes anos.

Para esses, o amor amadurece a cada ano, solidificando-se a cada dificuldade enfrentada, a cada óbice superado, a cada batalha vencida.
Enquanto os cabelos vão sendo prateados pelo exímio pintor chamado tempo, e a artista plástica chamada idade vai colocando pequenos sinais na face, aqui e ali, o amor mais cresce.
O sentimento se engrandece à medida que o passo deixa de ser tão vigoroso e um se apoia no outro para descer os degraus, para subir uma escadaria.

A solidariedade torna-se mais intensa, enquanto a vista se embaça um pouco e o extraordinário computador que é o cérebro já não consegue fazer as corretas equações matemáticas, para aquilatar se dá ou não tempo para atravessar a rua. Uma mão segura a outra, muda, para afirmar: esperemos um pouco.

Envelhecer ao embalo do amor é maravilhoso. Desfrutar do aconchego um do outro é reconfortante.
Felizes os casais que envelhecem juntos. Felizes os filhos que sabem aproveitar da companhia generosa de pais e avós que o tempo alcançou.

De todos os momentos da vida os mais preciosos são os desfrutados com amor.
Quando as dificuldades se avolumam, os problemas crescem, os dias solitários chegam, é maravilhoso ter momentos de carinho para serem recordados.
Momentos que recebemos ou que ofertamos. Momentos que nos fizeram extremamente felizes. Momentos que, revividos, pelos fios invisíveis do pensamento, ainda nos reconfortam e aquecem o coração.
Por tudo isso, ame muito e permita-se amar por seus amores.

“Quanto maior a dificuldade, tanto maior é o mérito em superá-la.” (Henry Ward Beecher)

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publicado por miguel_sousa às 10:08
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